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quinta-feira, 11 de abril de 2019

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi preso pela polícia britânica após ser expulso da embaixada do Equador em Londres

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi preso pela polícia britânica após ser expulso da embaixada do Equador em Londres

PARIS - O Equador entregou Julian Assange às autoridades britânicas na quinta-feira, encerrando um impasse que deixou o polêmico fundador do WikiLeaks escondido na embaixada equatoriana em Londres por quase sete anos.
O Equador, que assumiu Assange quando estava enfrentando uma investigação de estupro na Suécia em 2012, disse que estava revogando asilo por causa de seu "comportamento descortês e agressivo" e por violar os termos de seu asilo.
A Suécia abandonou a investigação sobre crimes sexuais em maio de 2017 - Assange sempre negou as acusações. Mas ele ainda enfrenta um ano de prisão na Grã-Bretanha por não pagar fiança em 2012. E, mais do que tudo, ele teme a extradição para os Estados Unidos, que o investigam por espionagem, publicação de documentos governamentais delicados e coordenação com a Rússia. .

"O Equador decidiu encerrar o asilo diplomático concedido a Assange em 2012", disse o presidente Lenin Moreno em uma declaração em vídeo twittada pelo departamento de comunicações do país. “O asilo do Sr. Assange é insustentável e não é mais viável.”

Moreno especificamente citou o envolvimento de Assange no WikiLeaks como a intromissão nos assuntos internos de outros países, referindo-se ao vazamento de documentos do Vaticano em janeiro.

O WikiLeaks caracterizou a expulsão de Assange como retribuição por denunciar acusações de corrupção contra Moreno.

"Se o presidente Moreno quiser encerrar ilegalmente o asilo de um editor de refugiados para encobrir um escândalo de corrupção no exterior, a história não será gentil", disse o WikiLeaks em um comunicado.

Antes da eleição dos EUA em 2016, o WikiLeaks divulgou dezenas de milhares de e-mails que foram roubados do Comitê Nacional Democrata e do presidente da campanha de Hillary Clinton, John Podesta, em ciber-hacks que os EUA concluíram serem orquestrados pelo governo russo.

Quando o Conselheiro Especial Robert S. Mueller III indiciou 12 oficiais de inteligência militar russos, ele acusou que eles “discutiram a liberação dos documentos roubados e o momento desses lançamentos” com o WikiLeaks - referido na acusação como “Organização 1” - “para aumentar o seu impacto nas eleições presidenciais de 2016. ”

Mas Assange está no radar dos promotores norte-americanos desde 2010, quando a publicação de 250 mil telegramas diplomáticos pelo WikiLeaks e centenas de milhares de documentos militares da Guerra do Iraque provocou denúncias da então secretária de Estado Hillary Clinton e altos funcionários do Pentágono.

O soldado do Exército que entregou o material para o WikiLeaks, Chelsea Manning, foi julgado, condenado e cumpriu sete anos de uma pena de prisão de 35 anos antes de ter sua sentença sendo comutada pelo presidente Obama ao deixar o cargo. Ela foi presa novamente no mês passado por se recusar a testemunhar antes de um grande júri investigar Assange.

Na última administração, o procurador-geral Eric Holder decidiu contra a perseguição de Assange por preocupação de que o argumento do WikiLeaks de que é uma organização jornalística levantaria os assuntos espinhosos da Primeira Emenda e estabeleceria um precedente indesejável.

A administração Trump, no entanto, revisitou a questão de processar membros do WikiLeaks, e em novembro passado um erro de arquivamento judicial revelou que Assange havia sido acusado sob sigilo.

Conspiração, roubo de propriedade do governo ou violação da Lei de Espionagem estão entre as possíveis acusações.

Alguns promotores federais dizem que pode-se argumentar que o WikiLeaks não é uma organização jornalística. Como se para lançar as bases para tal argumento, em abril de 2017, o então diretor da CIA Mike Pompeo, agora secretário de Estado, caracterizou o WikiLeaks como um "serviço de inteligência hostil não-estatal" e uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

Pompeo também notou que o relatório da comunidade de inteligência que concluiu a Rússia interferiu na eleição de 2016 e também descobriu que a principal propaganda da Rússia, a RT, "tem colaborado ativamente com o WikiLeaks".

A expulsão de Assange da embaixada do Equador reflete uma mudança na política do país desde que primeiro estendeu o refúgio a ele.

O ex-presidente esquerdista Rafael Correa, agora morando na Bélgica, é procurado por sua prisão em seu país por supostas ligações com um seqüestro político de 2012. Correa era visto como um membro de um bando anti-Washington de líderes sul-americanos, incluindo o venezuelano Nicolás Maduro e o boliviano Evo Morales. Ele expulsou o embaixador dos EUA em 2011.

O mais moderado Moreno, em forte contraste, procurou consertar os laços desgastados com os Estados Unidos, o maior parceiro comercial do Equador, e descartou Assange como "uma pedra no meu sapato".

Em junho de 2018, o vice-presidente Pence visitou Quito, a capital, como parte da delegação mais sênior dos EUA enviada ao Equador em anos.

“Nossas nações passaram por 10 anos difíceis, onde nosso povo sempre se sentiu próximo, mas nossos governos se separaram”, disse Pence. “Mas no ano passado, Sr. Presidente, graças à sua liderança e às ações que você fez, nos aproximaram mais uma vez. E você tem a apreciação do presidente Trump e do povo americano. ”

Sebastián Hurtado é presidente da Prófitas, consultoria política em Quito.

"Acho que o presidente nunca se sentiu confortável com Assange na embaixada", disse ele. “E não é como se isso fosse uma questão importante para a maioria dos equatorianos. Para ser sincero, realmente não nos importamos com Assange.

A administração de Moreno não fez segredo de seu desejo de descarregar a questão. Em dezembro de 2017, concedeu a cidadania equatoriana a Assange, nascido na Austrália, e depois solicitou à Grã-Bretanha que lhe permitisse imunidade diplomática. O governo britânico recusou, dizendo que a maneira de resolver o impasse era Assange “enfrentar a justiça”.

Outro indício de que Assange estava acabando bem-vindo veio em março de 2018, quando o Equador cortou seu acesso à Internet, dizendo que ele violou um acordo para não interferir nos assuntos de outros estados. A embaixada não especificou o que Assange tinha feito, mas a decisão veio depois que ele twittou críticas à avaliação britânica de que a Rússia era responsável pelo envenenamento de um ex-agente duplo russo e sua filha na cidade de Salisbury.

O Equador impôs regras mais rígidas no ano passado. Entre as demandas estavam que Assange pagasse suas contas médicas e telefônicas e limpasse o seu gato.

FONTE: https://www.msn.com/en-us/news/world/wikileaks-founder-julian-assange-arrested-by-british-police-after-being-evicted-from-ecuadors-embassy-in-london/ar-BBVPL3U?ocid=spartandhp

domingo, 18 de março de 2018

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Microsoft trabalha com Governo Moçambicano no uso de TIC’s

Microsoft trabalha com Governo Moçambicano no uso de TIC’s

Microsoft trabalha com Governo Moçambicano no uso de TIC’s


Microsoft trabalha com Governo Moçambicano no uso de TIC’s


A Microsoft, multinacional norte-americana de tecnologia, passa, desde já, a trabalhar com o governo moçambicano na maximização da utilização das tecnologias de informação e comunicação (TICS’s), em particular os produtos e soluções da empresa, no desenvolvimento social e económico do país.
A Microsoft e o governo vão, assim, reflectir na utilização das TIC’s para alavancar as áreas estratégicas de desenvolvimento nacional, nomeadamente a agricultura, energia, infra-estruturas e turismo.
Para o efeito, ambos assinaram hoje, em Maputo, um memorando de entendimento indeterminado, que permitirá desenvolver diversas actividades, cobrindo, entre outros aspectos, a colaboração no desenvolvimento de soluções que promovam a inter-operabilidade das instituições do Governo; reforma do sector da Educação com soluções tecnológicas que melhorem a qualidade do ensino e de aprendizagem e gestão escolar.
Rubricaram o acordo o vice-presidente da Microsoft para Europa, Médio Oriente e África para o sector público, Giuseppe Marci, e o ministro moçambicano da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, Jorge Nhambiu.
Dessas actividades, constam ainda a formação de funcionários públicos em soluções de produtividade da Microsoft e apoiar o Governo na utilização das TICs e da inovação para a materialização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, entre eles boa saúde e bem-estar, educação de qualidade, indústria e inovação.
Nhambiu disse esperar que uma nova política na área das TIC’s aborde os actuais desafios que o país enfrenta neste domínio. Igualmente, espera ter propostas de abordagem estratégica e de soluções tecnológicas actualizadas e que reflictam o actual estágio de desenvolvimento tecnológico neste sector ao nível global.
“Gostaríamos de ter a Microsoft como parceiro tecnológico em programas específicos das TIC’s e contar com a sua contribuição tanto na formação das políticas e estratégias, como na implementação das mesmas. Gostaríamos, igualmente, de trabalhar com a Microsoft em programas específicos de formação de recursos humanos nacionais na utilização de produtos e soluções da Microsoft pelo sector público e pelas instituições de ensino superior e técnico-profissional”, disse Nhambiu.
Igualmente, o governante disse esperar aprender da experiência da Microsoft sobre o papel reservado ao sector privado para este desafio tecnológico.
Por seu turno, Marci reconheceu a importância das tecnologias no desenvolvimento do país e garantiu que a Microsoft vai trabalhar com o governo moçambicano, ensinando e treinando no uso das tecnologias.
“Vamos trabalhar juntos para melhorar os sistemas de serviços do governo, para que tenham acesso às tecnologias e trabalharem com base nas tecnologias, quer na educação, saúde e agricultura. Vamos trabalhar, treinando estudantes, médicos, enfermeiros e trabalhadores do sector privado. Queremos empoderar às pessoas e organizações”, assegurou.
O memorando não avança o valor global do projecto, mas adianta que a Microsoft vai disponibilizar pelo menos 160 mil dólares norte-americanos para a implementação do “email” do governo, no âmbito do governo digital.
GOV.MZ

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Perigo! Erro de engenheiro desestabiliza boa parte da internet sem querer

Perigo! Erro de engenheiro desestabiliza boa parte da internet sem querer

Perigo! Erro de engenheiro desestabiliza boa parte da internet sem querer



elocidade do tráfego na internet e o uso de diversos serviços estavam bastante instáveis entre os dias 20 e 21 de junho para alguns países, incluindo o acesso de gigantes da área, como Reddit, Slack, WhatsApp e até serviços da Amazon. E parece que já temos um culpado: um único engenheiro que, por puro acidente, quase prejudicou um enorme pedaço da rede.
O problema foi detectado na comunicação entre Estados Unidos e Europa, mais precisamente por conta do serviço de uma empresa sueca chamada TeliaSonera. Não se preocupe se você nunca ouviu falar dela, já que a atuação da marca está em fornecer e configurar cabos submarinos transatlânticospara conectar as duas regiões.
Acontece que, segundo o site The Register, o problema não foi estrutural ou físico, ou seja, em um dos backbones submarinos. A culpa foi de um engenheiro que, na hora de reconfigurar um importante roteador, simplesmente acabou direcionando quase todo o tráfego da Europa para Hong Kong.
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A dimensão da falha

O erro causou uma perda massiva de pacotes de dados na ligação entre EUA e Europa, gerando lentidão e falha de acesso. O protocolo TCP utilizado na comunicação atual permite que os pacotes sejam reenviados, caso perdidos — e você quase nunca percebe isso acontecendo. Porém, quando o desvio é significativo demais em tamanho e fluxo, muitos consumidores são prejudicados.
Além de milhões de reclamações de usuários registradas, os clientes da Telia também reportaram os problemas — e de forma bem mais agressiva, já que serviços inteiros apresentaram instabilidade. O CEO do serviço de armazenamento CloudFlare, Matthew Prince, citou no Twitter que "gasta milhões por ano" com a marca e que a instabilidade da empresa tem sido "inaceitável". O GIF abaixo, criado com base em dados coletados pelo próprio CloudFare, mostra a intensidade da perda de pacotes:

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Usuários de programas piratas da Adobe serão notificados pela empresa

Usuários de programas piratas da Adobe serão notificados pela empresa

Usuários de programas piratas da Adobe serão notificados pela empresa

 você utiliza algum software não original daAdobe, prepare-se para “tomar uma bronca” oficialmente: a empresa está começando um processo de verificação da validade de programas desenvolvidos por eles e vai utilizar um recurso que várias outras empresas – como a Microsoft, por exemplo – têm usado no caso de pirataria: encher o usuário de notificações.
Isso vai servir para programas populares e bastante pirateados, como o Photoshop, o Illustrator e o InDesign, além de diversos outros produtos fornecidos pela empresa. Aparentemente, pelo menos por enquanto, a ação vai ficar apenas nas notificações, como essa da imagem a seguir. Apenas no caso de alguma denúncia é que penalidades poderão ser aplicadas.


Notificação da Adobe
Se você recebeu uma notificação, isso significa que o software em seu computador não é um produto genuíno da Adobe
Segundo a própria empresa declarou, “a Adobe faz testes de validação e notifica as pessoas que estão usando softwares não genuínos. Nossos testes verificam a adulteração de softwares e licenças inválidas. Se você recebeu uma notificação, isso significa que o software em seu computador não é um produto genuíno da Adobe. Ele não é coberto por uma garantia, nem por nossos programas de suporte. E por ser possível que ele não tenha o desempenho que queremos, ele pode ser um risco para você e seu trabalho”.
FONTE: http://www.tecmundo.com.br/adobe/105352-usuarios-programas-piratas-adobe-notificados-empresa.htm?utm_source=tecmundo.com.br&utm_medium=home&utm_campaign=maislidas


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Conferimos de perto a tecnologia que pode ter hackeado o iPhone para o FBI

Conferimos de perto a tecnologia que pode ter hackeado o iPhone para o FBI


rante as quase duas horas em que fiquei frente a frente com Felipe Oliveira, gerente de vendas da Cellebrite para a América Latina, o assunto polêmico só foi posto à mesa uma única vez – e da forma mais discreta possível. Afinal, foram eles queajudaram o FBI a hackear o iPhone do caso San Bernardino ou não? Eu sabia que o executivo não iria me responder, já que ele estaria quebrando o sigilo de uma investigação federal.
“Tudo o que eu posso dizer é que, se existe uma empresa no mundo capaz de invadir um iPhone e extrair seus dados, essa empresa é a Cellebrite”, me respondeu, enfim. Ali, no pequeno escritório brasileiro da empresa israelense, eu estava sendo apresentado ao sistema de computação forense e perícia digital mais incrível que eu já vi – e minha reação foi um estranho misto de admiração e incredulidade.
Usada por agências de inteligência do mundo inteiro – incluindo a Interpol, a CIA e o próprio FBI –, a solução da Cellebrite é composta por um aparelho capaz de extrair dados de um smartphone e softwares especiais para analisar essas informações sob o ponto de vista investigativo. Recentemente, a Polícia Federal divulgou ter usado tal produto durante a operação Lava Jato, com o intuito de “hackear” celulares de figuras suspeitas.

Abrindo a maleta

O UFED Touch (sigla para Universal Forensics Extraction Device) é um dispositivo pequeno, mais ou menos do tamanho de um tablet de 7 polegadas, mas com um corpo bem mais robusto e resistente. Ele vem dentro de uma maleta estilo James Bond, na qual também estão organizados mais de 150 cabos de marcas e modelos diferentes para conectar o smartphone que será invadido.
“Temos cinco cabos mini USB”, afirma Felipe. “Hoje a Cellebrite atende mais de 18 mil telefones, e precisaremos enviar esse kit para o resto da vida. A polícia ainda apreende vários celulares antigos, e cada conector tem um bootloader próprio”, complementa. Além de conectores, a maleta inclui leitores de cartões de memória e um HD externo para armazenar as informações extraídas de smartphones em operações de campo.
A interface do UFED é bem simples e intuitiva. Após ligar o dispositivo, é preciso selecionar o smartphone analisado navegando por uma biblioteca absurda de marcas e modelos. A solução da Cellebrite é capaz de trabalhar com praticamente qualquer celular já lançado no mercado, inclusive aqueles fabricados por manufaturadoras obscuras. São nomes que até mesmo eu — um jornalista especializado no assunto — desconhecia.
São dois tipos de extração: a lógica e a física. A primeira alcança apenas os dados salvos no gadget, enquanto a segunda vai além e faz uma varredura aprofundada para encontrar arquivos que foram deletados pelo usuário. “A extração lógica pode ser de dez a quinze vezes mais rápida do que a física”, comenta Felipe. “Se o policial tem um aparelho em mãos e não pode ficar com o celular por muito tempo, ele precisa optar pelo método mais rápido. ”

Uma análise minuciosa

Uma vez terminada a extração, é gerado um arquivo que pode ser aberto pelo UFED Physical Analyzer, programa para Windows que faz a leitura e a análise dos dados forenses. Presenciamos o executivo explorando todo o conteúdo de um iPhone 4 equipado com o iOS 7.1.2 que tinha sido usado por um criminoso em um caso real de sequestro.
O usuário é capaz de encontrar rapidamente mensagens incriminatórias e conteúdos suspeitos
É possível ter acesso a absolutamente tudo: apps instalados, contas de usuário, histórico de navegação, mensagens SMS, senhas, conversas em softwares de comunicação instantânea, emails, ligações, agenda de contatos, eventos com energia (que horas o indivíduo ligou e desligou o aparelho, por exemplo) e até dados de GPS.
O software é curiosamente intuitivo, e qualquer pessoa – mesmo sem a menor experiência na área forense – consegue ler as conversas do WhatsApp e ver as fotografias que o acusado mantinha em seu celular. Usando filtros de palavras, o usuário é capaz de encontrar rapidamente mensagens incriminatórias e conteúdos suspeitos. Em um mapa do Google Maps, pudemos até mesmo ver por onde o meliante andou e em qual rua ele esteve no horário do crime.

Em nome da lei

A Cellebrite não deixa de ser uma empresa de hacking
De acordo com Felipe, a Cellebrite conta com nada menos do que 800 funcionários ao redor do globo – desse total, cerca de 600 são responsáveis por trabalhar o tempo todo analisando novos smartphones, aplicativos e sistemas operacionais que são lançados diariamente. Isso é necessário para que a empresa sempre tenha em mão as vulnerabilidades necessárias para invadir os aparelhos e extrair os dados requisitados pelos seus clientes.
“A Cellebrite não deixa de ser uma empresa de hacking. Tudo o que nós fazemos poderia ser feito através de outros métodos ilegais. Nosso diferencial é que somos uma companhia forense. Nosso equipamento é homologado e usado pelas principais agências de segurança do mundo”, explica Felipe. “Por isso, hoje, o que conseguimos extrair com nossa solução pode ser usado em juízo e são provas válidas para investigações criminais”, adiciona.
A marca opera no Brasil há dois anos, sendo que o escritório tupiniquim também é responsável pelas operações em outros países da América Latina. O gerente de vendas não pôde revelar nomes de clientes aqui na região, mas destacou que 95% das agências de segurança de nosso país (tanto as públicas quanto as privadas) utilizam a solução da Cellebrite.

Indícios e suspeitas

Novamente, os executivos da Cellebrite não podem dizer e não revelaram nada a respeito do polêmico caso do iPhone envolvido nos ataques de San Bernardino. Os rumores de que a gigante israelense estava trabalhando ao lado do FBI são baseados em indícios fortes, incluindo um contrato firmado no dia 21 de março de 2016 entre as duas instituições e um aumento de 9,8% no preço das ações da Sun Corporation (dona da Cellebrite) no mesmo dia em que os federais anunciaram ter invadido o smartphone sem a ajuda da Apple.
Detalhes do contrato entre o FBI e a Cellebrite, extraído do sistema governamental dos EUA
De qualquer forma, após presenciar essa apresentação, ficou mais do que claro que a companhia tem toda a capacidade de extrair dados de qualquer iPhone, se assim ela desejar – se houve uma parceria ou não entre ela e o Governo dos EUA, não será hoje que teremos a resposta definitiva.

fonte: http://www.tecmundo.com.br/seguranca-de-dados/103438-conferimos-tecnologia-ter-hackeado-iphone-o-fbi.htm