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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Descobrimento de 7 novos exoplanetas


Descobrimento de 7 novos exoplanetas


Ontem, 22 de fevereiro, cientistas que trabalham no Instituto de Tecnologia da Califórnia, para a NASA, usando o Telescópio Espacial Spitzer, anunciaram a descoberta de sete exoplanetas potencialmente habitáveis orbitando TRAPPIST-1, uma estrela a 39 anos-luz de distância do nosso Sistema Solar. Três desses planetas estão localizados dentro da zona habitável da estrela TRAPPIST-1 e têm potencial para albergar água líquida na sua superfície e, possivelmente, sustentar vida. 

Exoplaneta





Como se deteta um objeto de tamanho planetário orbitando uma estrela a dezenas de anos-luz de distância? A magnitude da tarefa torna-se clara se considerarmos que mesmo as estrelas aparecem como nada mais do que pontos de luz quando vistas com até mesmo os maiores telescópios. Os planetas têm apenas uma fração da massa de uma estrela, e como resultado a reação de fusão nuclear que faz as estrelas "queimar" não ocorre. Os planetas, como resultado, são muito pequenos e muito escuros em comparação com as estrelas, o que por si só tornaria muito difícil os detetar a partir da Terra. Acrescente a isso o facto de que esses objetos imperceptíveis são inevitavelmente encontrados logo ao lado das estrelas que orbitam, e a tarefa de observá-los torna-se quase impossível.

Os astrónomos, no entanto, são muito engenhosos. Dado que os planetas não podem ser observados diretamente, os caçadores de planetas decidiram, em vez disso, observar estrelas e procurar os efeitos minúsculos que os planetas em órbita podem ter sobre elas. Os astrónomos têm procurado alguns desses efeitos desde o início do século XX, mas somente nos últimos dez anos os instrumentos se tornaram sensíveis o suficiente para finalmente detetá-los sem ambiguidade.

TRAPPIST-1

O que este novo sistema solar TRAPPIST-1 significa exatamente para o nosso Universo? Bem, três desses planetas recém-descobertos ficam mesmo no meio do que os cientistas chamam de «zona habitável», que é a distância da estrela a que um planeta orbita onde é mais provável que tenha água líquida, desde que o planeta seja rochoso e não gasoso. Se qualquer um dos novos planetas do sistema TRAPPIST-1 for habitável, o potencial é muito promissor, pois significaria que a vida é bastante comum na nossa galáxia e no Universo.







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